Equilibrium
16.08.2010
Futura mamãe: nada de comer por dois, confira as dicas!


Mitos e dúvidas permeiam a cabeça das futuras mães em relação à alimentação e amamentação.


A gravidez costuma ser acompanhada de muitas expectativas e dúvidas. Um dos dilemas que rondam as mães de primeira viagem é a alimentação durante o período de gestação e amamentação. Tem gente que diz que tem que comer por dois, enquanto outros falam que tem que fazer dieta para não engordar demais ou que é preciso comer algo específico para ter uma gestação saudável.


Mas a nutricionista Ana Cláudia Ribeiro da Silva, que atende o grupo Mamãe & Bebê da Medicina Preventiva da Unimed Salto-Itu, explica que nenhum alimento deve ser excluído da dieta habitual - além da bebida alcoólica. No entanto, ela recomenda reduzir a ingestão de cafeína para, no máximo, duas xícaras de café por dia; evitar alimentos com risco potencial de contaminação, como maionese, cremes e patês; e procurar não consumir carnes cruas ou mal cozidas, leite não pasteurizado, bem como outros alimentos sem condições higiênicas de preparo.


A gestante e/ou lactante também deve estar atenta ao consumo de alguns alimentos que podem causar mal estar estomacal, inclusive para o bebê, ou seja:


- os condimentados ou com excesso de alho e sal;
- os com excesso de cafeína, substância presente em chocolate, café ou chá mate e preto;
- os com excesso de leite, além de queijo e iogurte;
- os grãos e castanhas;
- os formadores de gases (repolho, brócolis, batata-doce, pepino, aipo, berinjela, pimentão verde, couve, cebola, couve de bruxelas e couve-flor). É possível que eles não causem mal ao bebê se forem cozidos em vez de crus;
- as leguminosas - como feijão, lentilha, ervilha, grão de bico e soja – em excesso; e
- as carnes muito temperadas e defumadas, ovos cozidos, peixes, frutos-do-mar, queijos como gorgonzola e parmesão, açúcar branco ou mascavo, doces e bebidas gasosas.


Sobre o uso de adoçantes, o mais indicado, segundo Ana Cláudia, em casos de gestantes com o peso normal e que não apresentam diabetes gestacional, é o consumo moderado do açúcar comum. Porém, caso seja necessário controle do ganho de peso ou da ingestão de açúcar, o uso moderado de alguns adoçantes pode ser liberado. Os considerados seguros para consumo durante a gravidez são acesulfame-K, aspartame, sucralose e steviosídeo, mas sempre com moderação.


Também de acordo com a nutricionista, durante a gestação, o ideal é que a futura mamãe passe a ingerir cerca de 300 calorias a mais a partir do segundo e terceiro trimestre da gravidez para suprir a demanda de energia, proteínas, vitaminas e minerais, o que equivaleria a um pequeno aumento das porções de carne, leite e derivados, hortaliças e frutas. “O princípio básico é garantir a ingestão de todos os nutrientes necessários para a saúde, já que o ganho de peso correto protege a mãe e traz um crescimento adequado ao bebê”, diz ela. Para isso, alguns nutrientes devem ser priorizados, como:


- Proteína, que é fundamental para a produção das células e dos tecidos novos da mãe e do bebê. Alimentos fontes: carnes, aves, peixes, ovos, leite e derivados, feijão, ervilhas, grão-de-bico, castanhas;
- Ácido fólico para auxiliar na formação do sistema nervoso e células sanguíneas do feto, presente em vegetais verde-escuros, fígado, laranja, batata-doce, abóbora e alimentos integrais;
- Vitamina B12, importante na produção sanguínea e presente em carnes, peixes, aves, leite e derivados, além de ovos. As gestantes vegetarianas devem receber suplemento alimentar;
- Cálcio, por estar envolvido na formação de ossos e dentes do bebê. Presente em leite e derivados, vegetais verde-escuros, sardinha, alguns tipos de feijão, produtos à base de soja e alimentos fortificados;
- Ferro, para maior produção de hemoglobina, responsável por transportar oxigênio para todo o corpo e evitar anemia e complicações na hora do parto. Alimentos fontes: carnes, aves, peixes e fígado. Detalhe: as leguminosas como feijão, lentilha e grão-de-bico; e as folhas verde-escuras, como espinafre e couve, precisam ser consumidas junto a um alimento fonte de vitamina C (frutas cítricas como laranja, limão, goiaba, acerola, caju, maracujá) para ajudar a absorção do ferro;
- Fibras, já que durante a gestação o trânsito intestinal fica mais lento, o que pode causar prisão de ventre. Frutas, verduras, legumes e alimentos integrais são ótimas fontes de fibras;
- Ômega 3, pois auxilia no combate à depressão pós-parto e no controle da pressão arterial e  do colesterol sanguíneo. As principais fontes são peixes, castanhas e linhaça;
- Além disso, é importante consumir água constantemente, de 1,5 a 2 litros e fracionar as refeições em seis a oito vezes ao dia, com pequenas quantidades, mastigando devagar.


Mitos


Quanto aos mitos em relação à amamentação, Ana Cláudia esclarece que não há alimento que faça aumentar ou diminuir a produção de leite, pois o processo começa no período gestacional e o único estímulo necessário é a sucção realizada pelo bebê na hora em que mama. “Portanto, a mãe deve ser bem orientada quanto à técnica de amamentação, pois se esta não é correta, a consequência é a menor produção de leite e a oferta insuficiente para o bebê, podendo prejudicar seu ganho de peso”, esclarece a nutricionista.


Outra lenda que ela derruba é a de que exista leite fraco ou forte. Tanto o colostro (leite que sai nos primeiros dias após o parto) como o leite maduro possuem todos os nutrientes necessários e em concentração adequada para o bebê.


Por fim, uma dúvida comum é em relação ao emagrecimento logo após o parto. A gestante deve ser acompanhada para evitar um ganho de peso excessivo, mas, caso isso ocorra, o período de amamentação não é o melhor momento para fazer dieta visando à redução do peso adquirido, pois a mãe ainda precisa ingerir nutrientes importantes e em quantidades adequadas para que o leite seja produzido. “Amamentar já auxilia a perda de peso”, garante Ana Cláudia.



Fonte: Unimed do Brasil - http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=49146&cd_secao=49759&cd_materia=303896


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